28/07/2010

Meu confuso desabafo.


Eu me esquivo do cansaço, me libero da doutrina para alcançar meu mundo inalterável, mergulhando em águas imundas sendo filtradas junto ao meu caminho largo. Deixo-me levar pelo perigo, pelo qual não vivo e me desfaço a cada amanhecer quebrando cadeados.

Fecho meus olhos em dias tolos pra não ver passar o tempo, logo tardio em me alcançar, tenho medo, ouço ruídos e não mais vejo. Momentos malditos que me purifico a cada gota de lágrima, alçada a fase pacata que ganho quando acordo.

Olho para trás e vejo crivos bordados, confusos, ao voltar páginas em brancas, da qual me permiti embargar na teoria do inestimável, em soluços, que me apetece a sorte. Chorei ao me ver ali, passando por uma porta que não abri, pra depois começar do zero e me transformar numa estátua admirável aos olhos de quem me assiste.

Penso, me canso de pensar, de saber a verdade e escolher me calar pra não passar mais uma noite em claro. Já não sei estender a mão, meus olhos já não são puros à alma de outrem, dos que me rodeiam a sanha e, angustiada, fico impura. Não é assim que me refiz, não foi assim que me apurei.

Não sou uma imagem, não sou um presente dado em dias cruéis, que satisfaz um sorriso acanhado em momentos infortúnios. Não vim pra confundir, só quero meu sossego. Quero respirar, preciso dormir, quero seguir ao meu intento..

Vejo um grão de areia que brilha, chego perto e se apaga, transformando-se em fantasmas passados incalculáveis. Me despeço dessa raça inábil que anda pra trás e me carrega em laços, logo os vejo tropeçar, mais uma vez, em meus sapatos.

Um dia eu acerto...

“Momentos meus”

25/07/2010

Espelho – Momentos não meus.

Hoje, em “Meus momentos”, fui um pouco mais além dos meus tempos, imaginando, por enquanto, se é que chego lá, um momento improvável ou certeiro de meus pensamentos.

Talvez tenha me espelhado em alguém, minha avó, minha vizinha... Não sei! Só que me deu vontade, espero que gostem.

Beijos.. Boa semana =)



Eu me via de rosto limpo
Sem expressões dos anos que passaram
Em meus olhos, tão claros, tão nítido
Hoje denso e franzidos, não tristes

Meu olhar cor de mel acinzentado
Já viram mil barcos afundados
Já brilharam pelas flores, suas cores
Pela nuance de meus vestuários

Eu me via sem os reparos
Eu me via vem pó compacto
Não escondia meus bustos
Escolhia, por dia, meus sapatos

Em minhas mãos havia força,
Em meu coração havia fogo
Hoje sou pausada em meus passos
Meu leito que me devolve o fôlego

Anos vitoriosos, anos vividos
Não me esqueço dos sorrisos
Dos amores em vão, daquela paixão
Reflexo do espelho, saudades que sinto



Escrevi esse poema em meu ex-Blog "Meus Momentos em Poesias", 
que fechei dia 18/05/12, sei lá porque... 
não poderia perder os comentários dos meus amigos 
na época, né?! Estão todos aqui também ♥

Mirtes disse... Nossa Priscila, como me senti transportada nesse seu poema riquissimo em versos e um belo tema. Não que me sinta acabada pelo tempo, mas sinto um pouco de desgaste no íntimo, saudades de uma época inesquecivel que passei, mas que eu gostaria de poder rever no reflexo do meu espelho da vida... Um grande beijo querida. 25 de julho de 2010 20:09

Tetê disse... Um poema belíssimo! Mas eu não me vejo envelhecendo assim... vejo minha mãe com 78 anos, com problemas nos ossos decorrentes da idade, mas ativa, prestativa e acho que vou chegar aos 78 em melhor forma que ela pois eu pratico esportes, faço uma alimentação balanceada, coisas que ela nunca procurou fazer! Acho que vou ser uma "velhinha sapeca"! rs...rs...rs... Bjks Tetê 26 de julho de 2010 13:13

Sônia Silvino disse... Nossa, Pri! Que lindo e tocante, amiga! Grande poetisa você é! Bjkas, muitas! 26 de julho de 2010 23:32

Pérola disse... Processo poético amada,gostei muito. Parabéns. Um beijo grande. 27 de julho de 2010 15:02

Paulo disse... Priscila, Muito obrigado por sua visita ao BAR DOS NAVEGADORES, onde você sempre será bem-vinda... Sua poesia é belíssima, com muito conteúdo e reflexão... Envelhecer é uma arte, assim como viver também o é... Ganhamos marcas do tempo no corpo e na alma, mas nos tornamos pessoas melhores e mais interessantes nessa caminhada... Valeu pela reflexão. Voltarei mais vezes, por isso te sigo. Beijo. 28 de julho de 2010 20:52

Everson Russo disse... O espelho é sincero,,,reflete sentimentos e desejos,,,muitas vezes nossa alma...beijos de bom dia . 29 de julho de 2010 05:06

ONG ALERTA disse... Espero que todos possam envelhecer com saaúde, paz. Beijo Lisette 30 de julho de 2010 11:25

Eloah disse... Lindo!Relembrar também tem poesia e alimenta a alma que não se gasta, está sempre plena.Bjs Eloah 1 de agosto de 2010 06:29

Sônia Silvino disse... Oi, Pri queriiiida! Perdoe-me pela ausência, mas estou com 2 doentinhos em casa. Lindo poema, amiga! beijinhos! 14 de setembro de 2010 23:59

nEORVX disse... Muito legais os teus blogs. Já tô seguindo os dois. E muito obrigado pelos elogios. Vindo de uma pessoa como vc tem muito mais valor. Obrigado! 21 de setembro de 2010 08:42

nEORVX disse... Pois é, já faz um bom tempo que eu também uso o Chrome, antes eu usava o Opera mas o Chrome se mostrou bem mais rápido até pra abrir. Do IE eu nem falo nada, pra mim é o pior dos principais, mas ainda é um dos principais... Um ótimo FDS pra vc tb Priscila!!! 7 de outubro de 2010 19:53

A. Eriveudo disse... Não sei o que pode ter acontecido Priscila. Eu fiz novamente e deu certo. Você respondeu à todos os campos? Abraços! 22 de novembro de 2010 19:28

Pérola disse... Oi amada,que bom ter o prazer de sua visita. Fiquei imensamente feliz. Como vc está menina linda!!! Saudades de ti minha flor. Os fantasmas continuam apurrinhando mas dessa vez com menos intensidade rs. Devagarinho a gente vai harmonizando a caminhada rs. Volte logo ok,ñ suma vc fez falta. Um feliz Ano novo amada. Mas eu volto viu!!! Beijokas millll. 28 de dezembro de 2010 16:59

Amapola disse... Querida amiga Priscila. Fico muito feliz por você também ter voltado. Seu poema é maravilhoso e triste. Muito obrigada pelo carinho de sempre. FELIZ 2011. Muita sáude, paz, amor, alegria e progresso. Amo você. Beijos no coração. 31 de dezembro de 2010 07:09

Pérola disse... Seja bem vinda em 2011 minha querida. Beijokas millllllllllllllllllll. 2 de janeiro de 2011 10:45

Amapola disse... Reli esse belo poema. Nostálgico... Triste... Cheio da vida que se vai... Se vai aos poucos! 3 de janeiro de 2011 11:27

Amapola disse... Passei para lhe dar um abraço apertado. 19 de janeiro de 2011 12:45

Anne Lieri disse... Pri,muito comovente poesia!Um olhar atento sobre si mesma,a paixão e a saudade!Lindo demais!Bjs, 29 de janeiro de 2011 06:23

Amapola disse... Passei para lhe agradecer pela honra da sua visita, e para lhe dar um abraço apertado. Fique com Deus. 1 de fevereiro de 2011 05:05

Malu disse... Menina, obrigada por ir para o meu cantinho. Também estarei aqui. Um grande abarço 2 de fevereiro de 2011 10:53

Juliane Rodrigues disse... Um daqueles poemas de tocar na alma, enxugar as lágrimas, e cobrir o vazio. estou te seguindo com prazer e agradeço a sua leitura. 19 de abril de 2011 01:09

Sónia M. disse... E o espelho reflete...saudades de um tempo perdido! Belo poema! Beijo Sónia 6 de abril de 2012 00:52




18/07/2010

Uma historia de amor..


Eles viveram sete anos juntos, sete anos de amor, de rumor, de intriga, de loucura, de sensualidade, ousadia, sexo e brigas. Se amavam, mas os palpites de terceiros os separavam, voltavam sempre quando não aguentavam mais a distância e terminavam sempre que não aguentavam mais as discordâncias.

Eles eram jovens, ela tinha quatorze anos quando o conheceu, se apaixonou e idealizou uma vida. Ele era aventureiro, namorador e machista, mas enternecia quando ela chegava, ela o conquistava uma vez por dia.

Após esses sete anos ela o deixou por não suportar tanta arrogância que ele alimentou aos sons distorcidos de amigos, se formou, tornou-se filósofa e poeta. Em sua estante guardava seus livros, seus conceitos, seus medos, suas aventuras e descobertas longe de suas recordações, lembranças e desejos daquela época.

Conheceu novos amores, novos lugares, outras vidas, mas ela não o esquecia, apenas guardava sua saudade sempre que algo a lembrava.

Ele viveu tudo o que queria viver nas ruas de São Paulo e casou com uma virgem para se redimir de seus pecados, não olhando para trás para não dar chances as saudades do passado e, com sua nova vida, só o futuro estável o interessava.

Conheceu outro mundo, aprendeu o valor do respeito, do companheirismo e o que é a vida, mas se o passado pudesse ser mudado ele voltaria só pra viver diferente.

Até passar mais sete anos, quando se esbarraram por aposição em caminhos pouco propícios a encontros da cidade. Ele parou, ela olhou e seguiu em frente. Ele correu ao seu encontro, ela virou e o abraçou.
Foi assim que eles perceberam a importância da separação em suas vidas, o valor da distância que tinham que viver e outras historias que eles tinham que conhecer.


O destino nos pertence, não que a vida possa ser prevista, certas coisas devemos deixar que a vida nos leve, dando espaço para o que ela tem a nos mostrar, nos deixar viver o que tem pra viver.



Como se tivéssemos que viver tudo antes de conquistar um bem maior, como se você fosse parte de um jogo e quem ganha é aquele que aceitou viver.

O universo tem o poder de transformar, assim como o mundo gira e nos devolve o que é nosso, se for nosso, não por oposição, e sim, pelas coisas que tem que ser, talvez por mérito, por se comportar ou suportar...


Música que marcou época..

14/07/2010

O fim.


Ele não via a hora de chegar em casa pra se encontrar com ela e saciar seus desejos, tinha dias que ele nem saia só pra poder estar junto, acariciando cada canto de seu corpo, olhando cada curva que não se desfazia com o tempo.

Ele admirava seu modo de se vestir, seu modo de se despir daquele vestido branco que ela adorava colocar, seu jeito sensual de andar. Sonhava, mesmo acordado, com seus beijos, com sua voz suave que lhe seduziu desde o primeiro dia.

Ele trazia flores, dizia sempre que a amava e seria eternamente fiel, que nenhuma mulher ocuparia o lugar em sua cama, que outra jamais o atenderia da maneira que ela lhe proporcionava prazer intenso.

Certo dia, ao chegar em casa, ele encontra seu apartamento em chamas, desesperado, nada mais importava naquele momento do que salvar as únicas lembranças de sua mulher que viravam cinzas diante de seus olhos, sobrando apenas uma das fotos que ele todos os dias a pressentia.

Ao entrar em seu quarto, somente sua cama ainda havia fogo, pensou em se deitar imaginando novamente a encontrar, até ouvir uma voz doce dizendo pra não se entregar. Era ela em seus pensamentos.

Ele saiu do apartamento confuso, deprimido, e morreu de infarto em frente sua casa, onde ela havia sido morta.


06/07/2010

Vamos combinar assim...

Queridos e queridas!

Eu nunca pensei que precisaria dizer isso, mas tudo bem, eu me explico com o maior prazer. Vou tentar ser bem explícita pra não ter erros de entendimento ou discordâncias.

Eu trabalho de segunda a sábado e faço curso de terça e quinta, além de trabalhar em outras ocupações remuneradas, tentando transformar o útil ao agradável, fazendo um palito de fósforo virar fogueira no teatro dos mortos vivos... Não precisam entender o trabalho, entendam só a dureza.

Com essa correria do dia a dia, não sobra muito tempo pra lazer, a não ser algumas horinhas na sexta a noite com amigos e aos sábados com o namorado (pra não abrir concorrência). Não desmerecendo meu Blog, pois aqui também é meu lazer, eu adoro aqui. Eu me divirto visitando os amigos, escrevo o que eu quero, o que eu gosto, me liberto de sentimentos e vontades.

Eu adoraria, vocês não sabem o quanto, ter mais tempo, como alguns meses atrás que eu ficava conectada 24h por dia.. mas hoje em dia não é possível, não consigo conciliar meu tempo com meus afazeres e prazeres, infelizmente.

Sem contar que tenho outros blogs espalhados por ai, inclusive um somente para adultos (não conto, tenho vergonha.. rs), tendo que dar atenção para os leitores desses outros afins. E vocês são muito rápidos, não consigo acompanhá-los (rs rs).

Portanto, eu peço desculpas por não estar sempre presente em seus espaços comentando a cada post, não é sempre que estou por aqui, não é sempre que coloco algo aqui, mas sempre que entro no meu não deixo de visitar vocês. Eu adoro ler, aprecio a criatividade, dou muitas risadas, me emociono, aprendo com cada um de vocês de uma forma diferente e interessante.

Queria poder me envolver mais, estar mais presente, conhecer mais gente... mas, por enquanto, tem que ser assim. Peço a compreensão de todos que “me lêem”, dos amigos e tenham paciência se eu não responder um e-mail hoje, amanhã ou depois eu estarei retornando. Eu não sou nenhuma ingrata, não sou chata ‘nesse sentido’ e sei reconhecer carinho.

É isso! Decidi explicar publicamente a alguns e-mails de atenção, sem citar nomes, o motivo dos meus sumiços. Agradeço por me compreender, por estarem sempre aqui quando eu apareço e por tudo que me proporcionam.

Tentei resumir meus dias, claro que existem outras forças maiores, mas isso é outra historia..

Obrigada por ler e me entender, até a próxima, sem lamentações (rs).

Ah... pediram fotos, outro dia eu coloco. =)

Beijos, amores.