02/01/2011

Ode to a Nightingale..

Quero falar de Jonh Keats, de poesia..
Keats morreu aos 25 anos acreditando ser um fracasso, hoje ele é reconhecido como um dos maiores poetas do romantismo.
Assisti ao filme feito em sua homenagem, “Brilho de uma paixão”, é um pouco monótono, mas é interessante, romântico e triste. Triste de como foi sua morte, triste pelo sofrimento de Fanny Brawne, sua quase mulher.
Vale a pena conhecer o filme, Jonh Keats e suas poesias, eis aqui uma para começar o ano com um pouco mais de sentimentalismo.
Copiei como narra o filme, foi difícil achar a poesia inteira pela net, menos ainda, o título da poesia. Mas creio que seja “Ode a um rouxinol” . É lindo, adorei e quero dividir..
Se quiser ouvir, clique aqui:


Ou Ler..

Meu coração dói
E um torpor apático aflige meu juízo
Como cicuta eu houvesse bebido
Ou algum estúpido vulpino houvesse inalado
E após um minuto houvesse me afogado

Não é por inveja o tanto que possui,
Mas na tua felicidade excessiva na qual sou feliz
Que tu, leve tria de alada de campos arvorados
Em alguma trama de faias verdes e incontáveis sombreados
E sobre o verão entoava os cantos despreocupados

Oh, Por um gole de vinho cegado
Resfriado por um longo tempo nas camadas profundas da terra
Com sabor de flora e do verde da serra
Dança a canção provençal e jubilo bronzeado

Oh, Por uma taça cheia do sul caloroso
Cheio do verdadeiro rubor do hipocrene
Borbulhando de espumas até a borda
e tingindo de púrpura os lábios que a tocam

Aquela taça eu sorveria e o mundo se tornaria invisível
E contigo eu desapareceria em uma remota floresta
Sumir para bem distante
Até esquecer completamente
Contigo no meio da folhagem

O cansaço, a angustia e a aflição
Aqui onde os homens sentam e escutam
Um dos outros os gemidos
Onde a agitação e a tristeza sossegam um pouco
Onde a juventude cresce firme
E os fantasmas morrem

onde pensar estará salvo do sofrimento
E o plúmbeo olhar desaparece
Onde a beleza não pode ocultar teu olhar brilhante
Nem um novo amor ansiar por algo além da manhã

longe, muito longe eu voarei contigo
Nunca pela carroça Baco puxada por seus leopardos
Mas nas asas invisíveis da poesia
Contudo, o pensamento se assusta e se atrasa
Já contigo suave é a noite e por acaso a rainha lua
Encontra-se no seu trono cercada por sua corte de estrelas

Mas aqui não há luz, excetoa que vem do céu com o sopro da brisa
Através da umbrosa verdura e de caminhos serpenteantes e revoltosos

Não posso ver as flores aos meus pés
Nem sentir o oloroso incenso que paira sobre a ramagem
Mas inebriado na penumbra
Acho tudo doce

Graças à oportuna primavera
Contemplo a relva o bosque e as arvores frutíferas
Claros espinhos e madressilvas silvestres
Fugazes violetas deitassem sobre as folhas
E destacam-se o seu mais antigo broto

Surge uma rosa amarela cheia de orvalho
A sussurrar sua habitual canção do entardecer
Secretamente escuto
E muito tempo fico quase fascinado
Pela leveza da morte

Chamei-a por palavras ternas em várias rimas
Para se mesclar ao ar da minha calma respiração
Agora, mais do que nunca
Parece doce morrer para tudo acabar a meia noite
Sem nenhuma dor, enquanto tua arte flui
Tua alma te abandona num êxtase absoluto
E ainda tu cantarias e eu escutaria em vão
A fim de que teu réquiem tornasse um adeus

Tu não nasceste para morrer, pássaro imortal
Nem a fome dos homens ousou te abater
A voz, que a noite passada eu escutei
Também foram ouvidas pelos palhaços e imperadores de outrora

Talvez a tua própria canção há de encontrar o caminho
Através do triste coração de ruthe
Quando o doente em sua casa,
Ela chorou lágrimas nutritivas que te alimentaram

As mesmas que te veste
Muitas vezes nos mágicos beirais
Nas espumas das vagas de perigosos mares
Ou na terra encantada do desespero

Desespero
Esta palavra é como um sino
Cujo dobre trás me de volta ao meu passado

Adeus
A ilusão não pode enganar para sempre
Adeus, adeus
Teu lamentoso canto silencia
Ainda pouco se ouvia perto das campinas sobre o regado
Nas encostas das montanhas

Mas agora esta sepultado profundamente
numa clareira de um vale próximo
Teria sido uma alucinação ou um sonho velado
E acabou aquela música
Estou desperto ou durmo

Trailer do Filme:


11 comentários:

Folhetim Cultural disse...

Olá feliz 2011! Parabéns pelo vosso blog!
Quero hoje que você possa conhecer o trabalho feito no Folhetim Cultural que é o blog pelo qual sou responsável este abaixo é o endereço:
informativofolhetimcultural.blogspot.com
ontem sábado 1º dia do ano, voltamos com as publicações.
Ás 9 horas da manhã minha coluna poética
Às 13 horas O Poeta entrevista quadro de entrevista
e ás 17 horas Chá das 5 onde um poeta colaborador escreve uma coluna poética. Ao longo da semana atualizações são feitas com noticiário cultural, espero que possa contar com seu apoio nessa empreitada e que possa opinar sobre o nosso trabalho agradeço a atenção lhe desejo um ano super!

Magno Oliveira
Folhetim Cultural

Folhetim Cultural disse...

Priscila Rodrigues

obrigado pelo carinho nós somos um corpo só!
Eu Magno Oliveira sou responsável diretamente pelo blog divulgo, produzo, crio as matérias. Meu amigo Natan Fellipe me ajuda bem na parte de divulgação entre outras coisas. Bruno Martins me ajudou no começo criei junto com ele este blog, mas hoje ele está um pouco distante.. Leo Guedes e Bia também, mas todos irão voltar espero... criei alguns quadros onde poetas convidados irão estar comigo. Chá das 5 Paulo Odair, Roberto Prado, Regina Célia Azevedo e o Bruno que também escreverá uma coluna sobre comunicação. Natan Fellipe irá escrever sobre o futebol português e irá também fazer parte do esporte nacional. Estou procurando outros colaboradores, pois quero fazer coluna diária cada dia um assunto diferente. Ídolos do Brasil que vai ao ar neste próximo sábado e Arquivo da Música que é no sábado seguinte ao próximo.. eu produzo, edito e o Natan me dá um apoio... Agora que conheceu um pouco dos bastidores deste nosso espaço me conte um pouco do seu...

Magno Oliveira
Folhetim Cultural

Amapola disse...

FELIZ 2011 pra você também, querida amiga. Que Deus lhe dê muita felicidade, saúde, paz, progresso.

Beijos no coração, amadaaaa!!!!

Pérola disse...

Amada,eu ñ conhecia esse filme mas eu vou buscar assistir.
Gostei daqui sim,muito requintado rs.
Parabéns minha flor.

A. Eriveudo disse...

Bonito o seu blog. Tenha um feliz 2011. :):):):):):):):):):):):):):)

Lobo disse...

Nossa, quanto mel... ai minha diabetes ahauahauahuahau

Um ótimo 2011 proce também Pri! Um beijo!

Everson Russo disse...

Belissimo poema,,,lindas palavras...um ano recheado de poesia amor e paz pra ti amiga...beijos.

Tetê disse...

Oi Pri! Vou procurar por esse filme! É muito triste morrer sem ser reconhecido. Depois de morto de que adiantam as homenagens? Obrigada pela visita! Hoje postei uma sugestão de viagem! Bom demais! Bjks e feliz 2011! Tetê

Amapola disse...

Nossa... A letra é linda, realmente.
"E MUITAS VEZES FICO QUASE FASCINADO PELA LEVEZA DA MORTE"

A "CICUTA" faz parte de muitos romances do passado. Hoje, nas peças teatrais.
Obrigada pela postagem.


Beijos no coração.

Pérola disse...

Amada,aqui a gente também ñ tem muito desse costume mas...como a maizena era minha eu acho que ela quiz fazer uma gentileza rs.
Misericórdia, cada coisa que acontece que só Deus rs.
Mas tá bom,ñ deixou de ser engraçado rs.
beijos minha flor,obrigado pela visita e sem maizena rs.

Everson Russo disse...

Beijo carinhoso de bom dia pra ti minha querida amiga,,,paz e sorrisos sempre...