31/05/2012

A amizade..


..Nem mesmo a força do tempo irá destruir
Somos verdade!!!

Consegui, hoje, me recuperar da ressaca emocional e alcoólica de sábado. Meu coraçãozinho já não aguenta tantas emoções. Eu evito passar por momentos de grande euforia ou angústia, mas às vezes não posso evitar.

Sábado foi o casamento do meu melhor amigo Ríldo (assim: sublinhado, em itálico, negrito e com ênfase). Foi uma comemoração simples, com os mais íntimos e família, mas foi uma das melhores festas que já fui.

O que faz o lugar são as pessoas, sabemos, e neste dia estavam pessoas que me sinto bem estar perto, pessoas que gosto e em especial, que amo tanto, o noivo. Amo sua amizade, sua companhia, seu modo de ser e ver a vida. Ele é mais que um irmão, é mais que um conselheiro, é companhia pra rir muito e chorar abraçado.

Somos amigos há tantos anos, temos tanto em comum e nos entendemos como ninguém. Já brigamos também, paramos de nos falar pela adrenalina do momento, mas não passava muito tempo e já estávamos nos abraçando e comemorando nossa “volta” no primeiro boteco que encontrávamos.

Eu sempre choro em casamentos, não posso ver uma noiva que já lacrimejo os olhos, mas nunca chorei tanto como no casamento desse amigo. Mesmo que eles tenham se casado só no civil, e não no religioso com direito a Pastor/Padre, vestidos, daminhas e buquê, ambos estavam lindos. Ela estava linda e sua barriguinha de cinco meses de gravidez a deixou perfeita.

 Escrevendo, nesse momento, já estou com os olhos marejados (pra não dizer em prantos), lembrando desse dia tão especial. E fico ainda mais feliz por ela ser uma mulher incrível, a mulher que ele faz jus a pessoa magnífica que ele é. A Taís é uma mulher inteligente, alegre, simpática, amável, dedicada, compreensível e linda. Não vejo meu amigo em melhor companhia e isso me deixa muito feliz.

Acabaram nossas baladas, nossas noites em claro dialogando sobre o tudo e o nada, nossas lamentações, embriaguez, conversas e conclusões sobre Deus, humanidade e afins.. Mas assim são nossos ciclos, passamos por estágios e, sem percebemos, mudamos de vida, conceitos e hábitos.

Talvez eu ainda não esteja preparada para essas mudanças, não sei, preciso pensar a respeito. Mas tenho a certeza que me apego as pessoas que amo. Me apego de um jeito que não consigo dar adeus. As pessoas que amo são partes de mim e se eu “perder” fico incompleta.

Então, mais uma vez, agradeço a Deus por tudo. Agradeço por ter amigos como ele. Agradeço por ele ter encontrado o amor, a família e, desde já, o sucesso. Agradeço a Deus por essa vida alienada, surpreendente, cheia de surpresas e fascínios. Agradeço a Deus por nada na minha vida ter fim, mas sempre um recomeço..

Há muito tempo ele me pediu uma poesia, mas eu nunca soube escrever, por nunca ter encontrado as palavras certas pra descrever meu amor por ele e nossa amizade. Vou começar com algumas linhas hoje, mas não vou terminar. Porque nossa amizade é assim, sem fim.

Somos assim
De abraços apertados e trocas de afeto
Somos lembranças prometidas, somos livros abertos
Brindamos nossos sonhos, dividimos nossos desesperos
Somos laços de aço, libelos de sentimentos, fados e achegos

Acenamos alegria, intuímos no olhar a tristeza
Gargalhamos nossa agonia, discutimos sobre a vida
Trocamos palavras, trocamos nossas taças
Trocamos de fardo, também o cansaço, também nossas mágoas

Somos assim.. sem demora pra ser feliz.. 


23/05/2012

Perdi a poesia..

Poesia escrita dia 
8 de Junho de 2009.


Não encontro meus sentidos, minhas emoções
Onde estão meus suspiros e convicções?
Fez-se manhã e não vejo o amanhecer
Fez-se noite e não sinto o anoitecer

O mar já não é mais azul
E esse azul sumiu do céu
O mel já não tem mais sabor
Nem o prazer do eterno amor

Já não ouço o cantar dos pássaros
Nem o cavalgar dos cavalos
Não sinto o cheiro das rosas
Nem o encanto da aurora

Não ouço o barulho da cidade
No campo já não sinto o sereno
Corro conta o vento, conta o tempo
Falta-me o ar, não sinto a chuva, sinto medo

Perdi meus versos, a sintonia
Meu amor, minha ira
Quando partiu, perdi a primavera
Perdi a poesia, perdi em mim o poeta

20/05/2012

Cartas guardadas


Cartas que foram escritas há muito 
tempo no intuito de ser entregue 
e receber respostas..
As próximas cartas revelarão
segredos e sentimentos
que não chegou ao seu destino..



Eu penso em você todos os dias quando acordo, quando estou na escola, quando vou dormir e no intervalo dessas rotinas. Meu coração acelera quando te vejo, minhas mãos soam e coro as bochechas.

Eu acho que é amor. Eu acho que estou vivendo os dias mais emocionantes da minha vida. Sinto-me feliz quando conversamos, só que eu não consigo dizer isso quando estamos juntos. Não sei por que as palavras não tomam um rumo à boca, é estranho.

E eu também não estou conseguindo lidar muito bem com a saudade, parece que dói, te sinto muito distante, mesmo que eu saiba que vou te encontrar no meio da  tarde. Mas o bom disso é que passa quando ouço sua vós me chamando no portão.

Logo eu vou fazer 13 anos, seria o melhor presente da minha vida te ganhar como namorado. Se eu já posso sentir o que sinto, acho que posso também namorar. Se namorar é querer estar sempre junto, dizer bom dia e boa noite por telefone e andar de mãos dadas, então eu quero você como meu primeiro namorado.

Vou te contar um segredo: Eu já beijei (rs). Foi numa noite de virada de ano (o que passou recentemente). Eu era a única que ainda não tinha beijado entre minhas amigas e, quase como uma marionete nas mãos daquelas maluquinhas, beijei um menino no meio do salão da festa.

Vou te contar mais um segredo: Eu não gostei. A Chris me disse, como se pudesse ler meus pensamentos, que é ruim quando beijamos alguém que não gostamos. Se for assim, então, do seu beijo eu vou gostar.

E por falar em beijo, assim termino esta carta, lhe deixando um beijo junto com meu perfume que mais gosto.

17/05/2012

Sobre nós e os nossos..

Queridos amores,

Meu Bloguinho esta passando por mudanças, de novo. Estou retocando aqui, maquiando ali, pra ficar mais bonito. Só não consegui tirar a cor de cocô da data, mas ainda vou tirar, assim que descobrir como, rs. 

Eu decidi fechar meu Blog “Meus Momentos em Poesias” e escrever só aqui. Os próximos posts serão a mudança de lá pra cá ou talvez eu intercale um de lá e outro da cachola, se a cachola funcionar. J

Por  que?

Porque sim. Naquela época deu vontade de separar meus textos e agora quero juntá-los novamente. Assim como deu vontade de excluir muitos posts que eu não gostava mais esse ano. Exclui mais de 30 pra refazer outro dia J

Vou trazer também os comentários dos amigos que deram o prazer de suas visitas e me escreveram coisas lindas das quais me animaram a escrever sempre mais. E talvez eu use aquela conta pra outra coisa, vou pensar.

Outra coisa:

Ouvem essa música enquanto eu falo sobre a “outra coisa”. É muito linda, não consigo parar de ouvir. É uma versão de “Ne Me Quitte Pas” da Maysa  (Quem lembra da “Presença de Anita"?). Eu não sei se é a própria Maysa que esta cantando ou Dusty Springfield, não reconheço, mas na voz de Emiliana Torrini e Madonna também fica linda.




Então, a outra coisa é que eu queria me desculpar com alguns amigos que eu me correspondia na época antes de eu sumir pela 25.587 vez. Eu adoro essas trocas de comentários, mas, infelizmente, às vezes devemos dar prioridades pra outras coisas.
E com isso foram se reduzindo as visitas a 3, 2, 1..

Na verdade, eu me confundo toda quando a pessoa tem mais de um Blog. Eu não consigo acompanhar suas postagens, nunca sei onde postaram. Até tentei linkar todo mundo AQUI, mas não deu muito certo, eu passava por uns e deixava outros e assim eu me embananava toda e as pessoas ficavam chateadas. Perdi até amigo nessa. Eu estava me sentindo uma ingrata de receber visitas e não retribuir. Eu juro que tentei, mas não deu.. 

Eu ainda passo por aqueles que administram somente um Blog, porque eu gosto e porque eu consigo ter controle aqui.

Eu tinha passado a “Lista de Blogs” pro meu perfil no intuito de ter o tal controle, mas como não deu certo vocês voltaram pra cá. Dá uma olhada aqui no Leio e Aprecio è

Não voltaram todos, porque eu não me lembro de todos, rs (eu já disse que sou péssima de memória? Não? Outro dia eu conto então). E foram acrescentados outros. Se eu estiver no Blog de alguém, por favor me avisem, pois te coloco aqui também.. J

Enfim, vou parar de dedilhar palavras, pois ninguém merece ler um livro em um único post.

E é isso.

Beijinhos e abraços pra quem ainda Me Vê, Me Lê e Me Quer.. ♥

11/05/2012

Uma tal de lembrança

Eu amei mais do que constitui o amor
Fiz de minha juventude um saltério de conquistas
Recusei outros amores, traí outras bocas
Cedi meus decotes, vesti-me de santa
Desfiz mentiras, larguei minhas manias
Gritei aos quatro ventos o que sentia
Briguei por espaço, enganei o cansaço
Moldei-me a suas exigências
Esperei por ocasiões, domei minha vontade
Fiz juras, preces e promessas
Supliquei a todos os anjos e arcanjos
Envergonhei meu ego, deixei-me de lado
Ousei até a ultima centelha de esperança
Por nada.. só por lembranças. 

06/05/2012

Se há amor, ainda há historia

Era uma tarde chuvosa, o dia já estava terminando quando o telefone toca, eu atendo e ninguém me responde. Há tempos, quase todos os dias no mesmo horário, principalmente quando chove, as ligações e reações se repetem no dia.

Hoje consegui ouvir um suspiro, como se, finalmente, fosse falar algo, mas em seguida desligou. Veio-me na mente algumas lembranças, mas nada que me faça ter certeza ou suspeitas de um único alguém. Pensei: Talvez a chuva fosse algo significativo, descartaria alguns e ressaltaria outros. Enfim, sai de cena, continuei meus afazeres e depois fui tomar um banho no intuito de encontrar alguns amigos mais tarde.

Me arrumei, quando estava pra sair de casa fui atalhada pela lembrança do telefonema. Senti que o telefone tocaria novamente, como se eu estivesse esperando mais uma ligação. Ao mesmo tempo fiquei tentando lembrar quem era o dono daquela respiração, quase que expressiva. Realmente alguém fazia isso, mas quem?!

Como previ, o telefone tocou novamente, desta vez eu atendi sem dizer nada. Do outro lado a pessoa também não dizia nada, então ficamos assim por alguns segundos até eu ouvir novamente aquele suspiro e desligar.

Desta vez eu senti uma necessidade enorme, quase incontrolável, de saber quem era. Senti saudade também, saudade de alguém que não via há muito tempo. E por lembrar-me desse alguém, me recordei que tomamos vários banhos de chuva em certas ocasiões imprevistas e inevitáveis. Eu ri sozinha..

Por um minuto pensei em ser a mesma pessoa, mas passou logo que me lembrei do término do nosso relacionamento. Se naquela época o que sentíamos não superou a distancia que morávamos, não ia ser agora que mudaria algo. Creio que ainda moramos em cidades diferentes. Não, não pode ser, pensei..

Senti tristeza, vontade de chorar. Eu não queria me lembrar de uma época que meus desejos foram interrompidos por uma distância tola e que nos coagiu a terminar algo que poderia ser tão bonito. Uma época difícil que tive que reprimir o amor que eu sentia e inventar um caminho até eu me estabilizar. Eu o amei de mais em pouco tempo de convívio.

A chuva passou, peguei meu carro e sai sem rumo. Já havia me esquecido do encontro com os amigos, já não tinha ânimo também, continuei andando em círculos até eu me acalmar da saudade que tinha ali comigo. Em meio às ruas por onde entrei me dei conta que estava fazendo o mesmo caminho que fazia no passado para encontrá-lo em dias de sol. Quase como um impulso continuei até o canto da cidade que dá acesso ao lugar que podemos ver toda a cidade. Um lugar lindo.

Ao sair do carro, andei até uma árvore onde demos nosso primeiro beijo. Senti calafrios, desespero, tristeza, um nó na garganta.. Lembrei-me de coisas que tinha guardado há um bom tempo em meu subconsciente, obstando o consciente recordar.  

Sai depressa daquele lugar que fazia meus olhos lacrimejarem, após ouvir o som do trovão anunciando a chuva, e voltei pra meu carro. Meu celular tocou e eu, com voz embargada mal conseguindo dizer um simples “alô”, respirei fundo e, antes que eu dissesse algo, a voz que eu mais almejava ouvir ao mesmo tempo não esperava, me dizia pra eu não ir embora.  

Everson? Respondi eu ainda desluzida do momento. Ele me disse que em 10 minutos descia de seu apartamento para me encontrar. Apartamento? Pensei ainda estonteada. Dez minutos mais demorado de minha vida, quando o vejo caminhando em minha direção. Reconheci aquele corpo, aquele jeito de andar de longe, era ele mesmo..

Ao chegar perto ele me disse que se mudou para a minha cidade, comprou um apartamento que dá vista aquela árvore. O único condomínio favorável a aquela vista. Perguntou-me porque ainda não tinha trocado de carro e números de telefone. Eu mal respondi a primeira pergunta, ele tocou-me o rosto e me beijou sem pedir permissão.

Eu, correspondendo aos seus gestos, senti o lugar esquentar, percebi o canteiro de flores ao lado da nossa árvore, as luzes da cidade estavam tão lindas como nunca e começou a chover.. Eu me entreguei mais uma vez, dei uma chance para mim, que tanto ainda o amava.
Priscila Rodrigues.


03/05/2012

Consternações e embriaguez.


Tem dias que se deterioram tudo que eu aprendi, tudo que eu conquistei se torna pequeno, inválido. Uma fase que eu não sei como entrei, nem sei se um dia eu sai. Só uma vaga lembrança de que antes eu resistia.

Nesses tempos minha vida, de repente, se reduz a um contar de dedos. Momentos vagos, perversos, vazios, sem nexo, e eu me pergunto: Onde foi que eu parei? Será que me perdi, ou esqueci?

Não sei nem como prosseguir, nesses dias tudo se perde no tempo, até a saudade perde seu significado, se torna um fardo. Não adianta tentar evitar, não adianta tentar recuar, não adianta tentar recomeçar. Sinto-me interrompida, com meus desejos incompletos, meus sonhos falidos e de braços enlaçados.

É patético e medonho, lembrar de algo tão distante, que insiste em se fazer presente nos dias de hoje. Não sei se faz anos, ou se faz dias, não sei se é correto sentir o que sinto. Às vezes me entrego, às vezes me contenho, às vezes é difícil, às vezes é imperdoável.. 

Por muitas vezes pensei em desistir e me afogar nos pensamentos, mas acho que já fiz isso. Ou fiz errado, ou não foi suficiente, ou não tinha jeito, não sei. Eu só sei que se encontrar uma saída eu me obrigo a continuar, se não encontrar invento uma até eu me refazer, enquanto eu ainda sei que devo fazer.  

Estamos ouvindo. A Montilla e eu.