29/11/2012

O Atrevido.



Eu gostava quando você chegava sem avisar, assim, de repente, sem antes me telefonar. Achava tão intimo, tão atrevido, tão natural. Gostava por ser atrevido e natural. Pois foi assim que te conheci: Atrevido e natural.

Você não chegou perguntando “minha graça”, não perguntou se estava tudo bem ou se poderíamos conversar. Você foi logo apontando o descosturado de minha blusa e que a cor marrom não me caia bem. Eu adorei, eu também nunca gostei de marrom.

Achei um fofo você chamar seus amigos pedindo a eles trazerem as cervejas, pois tinha conhecido uma mina bacana. Eu nunca gostei do vocábulo “mina”, mas em você ficou fofo. Eu também não gostei daquele seu amigo de topete ensebado, pra mim, isso é coisa de gente que não toma banho direito; Gostei do seu, bagunçado. Enfim...

Me despedir de você depois de meia hora de conversa junto aos seus amigos por não aguentar mais conversa sobre futebol e mulheres, foi tão... tão... tão romântico. Juro que não poderia imaginar aquele beijo surpresa junto com a frase: Amanhã estarei aqui, vem às 21hs.

Eu, sem jeito até para dizer um simples “quem mandou me beijar?”, não sabia se eu te repreendia ou repreendia a mim por me deixar levar por quase um impulso – ou a falta de impulso -, mas sou obrigada a concordar: O beijo enfraqueceu qualquer possibilidade de dizer um não no momento.

Como foi que começamos a namorar? Ah, sim, naturalmente... lembrei! Como eu poderia me esquecer daquele dia que você disse: Vamos ali comigo. Eu, ingenuamente, disse sim. Acho que sua mãe e eu fizemos a mesma cara de pastel quando você me apresentou a ela como sua namorada. Acho que a sorte do dia foi termos conversado naturalmente depois de um copo d’água.

Pois é... 

Tão natural como incongruente, nossa repentina distância nos impossibilitou cultivar qualquer laço. Tão naturalmente estaríamos presos a ciclos e círculos de repentinas idas e voltas. Mas não naturalmente predispostos a recomeçar para continuarmos natural.

Não me lembro do que não foi bom... que bom!

18/11/2012

Salada dos sonhos [3] – O bebê grilo.



Tive um sonho muito louco hoje, cujo significado, acredito eu, que seja o instinto maternal aflorando por eu ser mulher e ainda não tenho filhos. Só não entendi qual é a do grilo, porque um grilo? Tanto mamífero e logo um grilo?! Kkkkkk.

Sábado eu fui à manicure com minha prima. Como a manicure tem hoje um filho de dois meses, pra ela ter tempo de trabalhar sem pausa, eu fiquei segurando seu bebê – que pra mim não foi esforço nenhum -, fiz até ele dormir. Amei! E acho que isso ficou no meu subconsciente, então sonhei:

Eu estava subindo uma rua para ir numa festa nessa mesma rua, só que no topo dela, e pelo caminho encontrei um grilo órfão (?), chorando. Eu fiquei morrendo de dó, cortou meu coração. Então eu peguei esse grilo e levei pra uma casa, que no sonho era de uma amiga, pra cuidar dele.

Nessa que eu peguei o grilo e entrei na casa eu senti um amor tão grande que eu passei a ter leite materno, então eu dei de mamá pro grilo com meu próprio leite de peito (kkkkkkk). Me senti em êxtase, eu tinha virado mamãe...

Como o grilo tinha parado de chorar por eu alimentá-lo, eu voltei pra festa na rua junto com meu filho grilo. O coloquei na rua, próximo a calçada, e fiquei na frente dançando, mas sempre olhando pra trás pra ver se meu grilo estava bem.

Dê repente, eu ouvi o som de um carro vindo em nossa direção na maior velocidade, mal deu tempo de eu virar pra trás e pegar meu grilo o carro passou o atropelando... L Quando eu vi meu grilo partido em quatro pedaços eu gritei, chorei, fiquei doida...

Chorando muito, eu peguei os pedaços e o “montei” novamente, mas a cabeça tinha se misturado com outro inseto que estava perto e, também, atropelado. Então acabei colocando a cabeça desse outro inseto no meu grilo. Ficou aquela coisa bizarra, e eu fiquei olhando  tentando entender o que era aquilo e ouvi minha amiga dizer: Não é a cabeça dele, tira isso, vamos procurar a cabeça certa..

Eu pedi pra todo mundo me ajudar a procurar a cabeça do grilo, desesperada e com dor no meu coração. De repente eu estava dentro de um helicóptero procurando a cabeça do grilo... kkkkkk.

Enfim, o sonho terminou comigo dizendo para o piloto que eu queria descer. Quando desci eu acordei com dor no peito de tristeza.. L kkkkkkkk. Só eu mesmo pra ter um sonho louco atrás do outro.

De tarde eu dormi de novo, sonhei que fui traída pelo namorado que nem tenho, fui chorar num quartinho na casa da minha avó e lá encontrei duas bonecas minha de quando eu era criança. Pedi chorando, e soluçando, pra minha tia me dar aquelas bonecas que eu queria muito... Ela me deu, eu acordei e fim. (kkkkk)