24/05/2010

Quase uma carta: quase um amor


...antes que eu sofresse com minha vida alucinada; antes que a ansiedade me ensinasse a querer viver o ontem e consertar o amanhã. Antes que eu aprendesse a correr contra o tempo, perdendo as manhãs e colecionando abismos onde depositei minhas paixões.

...antes que eu conhecesse as mais absurdas razões; antes que embarcasse em passagens de ida para dimensões que nunca deveriam ter existido. Antes que este mundo me apresentasse outro, mais devasso, mais ferino, onde tantas promessas terminaram em silêncio.

...antes que eu me entregasse às lágrimas por acreditar no mais bonito dos sonhos e despertasse, enfim, para a realidade. Antes que eu precisasse conter os caprichos da minha própria pele, afogada nesse rio imenso de tudo aquilo que imaginei que pudesse acontecer.

...antes que a vida me trouxesse a esta realidade desconhecida, mas tão intensamente sentida. Porque foi nela que descobri o que é, de fato, viver.

É nessa velocidade que desejo mergulhar do mais alto cais.

É na violência do vento contra meus cabelos que quero me perder.

É nessa vertigem que desejo encontrar você.



11 comentários:

Maria Auxiliadora de Oliveira Amapola disse...

Que paixão, Priscila! Lindo...

Um grande abraço, amiga.

Maria Auxiliadora de Oliveira Amapola disse...

A música suas é linda demais!

Ronaldo disse...

muito lindo o texto, gostei demais.

bjssssssssss

Unknown disse...

Você sabe mesmo como escrever. Que dom maravilhoso, Priscila!

A.S. disse...

«Mas é nessa ferocidade do vento em meus cabelos que eu quero me perder.»

Belo! Intenso! Sensual!...

Beijosss
AL

Anônimo disse...

Nossa,que paixão amada!!!
Maravilhooooooooso.
Parabénsssssssssss.
Eu também sinto saudades minha bela.
Beijokas

Sônia Silvino (CRAZY ABOUT BLOGS) disse...

Boa noite!!!
Vim agradecer a sua preciosa visita!
Aproveito para deixar um carinho pra você que é tão especial e importante para mim!
Lindo, amiga!
"Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, pois cada pessoa é única
e nenhuma substitui outra.
Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, mas não vai só
nem nos deixa sós.
Leva um pouco de nós mesmos,
deixa um pouco de si mesmo.
Há os que levam muito,
mas há os que não levam nada.
Essa é a maior responsabilidade de nossa vida,
e a prova de que duas almas
não se encontram ao acaso. "Antoine de Saint-Exupéry
Bjkas, muitas!

ONG ALERTA disse...

A paixão quando chega arrasa o coração...paz.
Beijo Lisette.

Maria Auxiliadora de Oliveira Amapola disse...

Boa noite, amiga Priscila.

Vim reler esse belo poema. Cada vez, parece a primeira.

Um grande abraço.

(Muito obrigada pelo carinho)

Tetê disse...

Oi, Pri querida... Ah... nada como estar apaixonada!!! Mas, cuidado, antes de "megulhar do cais" confere se dá pé lá embaixo... Obrigada pela visita ao Livre Pensamento! Fico feliz de encontrá-la no meu cantinho! Bjks e bom final de semana! Tetê

Maria Auxiliadora de Oliveira Amapola disse...

Passei para lhe desejar um belo fim de semana.

Um grande abraço, amiga Priscila.