Não amamos todas as pessoas da mesma maneira.
Mudam a intensidade, o tempo, a forma de demonstrar, a presença e até o silêncio. Há quem ame dividindo a vida. Há quem ame à distância. Há amores que permanecem apenas na lembrança e, ainda assim, continuam verdadeiros.
A vida nem sempre nos conduz pelos caminhos que imaginamos. Existem amores que duram uma existência inteira, outros que terminam cedo demais. Há os interrompidos, os impossíveis, os correspondidos e aqueles que só encontram morada dentro de quem os viveu.
O tempo costuma responder perguntas que o coração não consegue. Descobrimos que algumas paixões eram passageiras; outras, porém, apenas mudaram de lugar dentro de nós.
Nem todo amor foi feito para permanecer ao nosso lado.
Às vezes é preciso partir justamente porque o sentimento se tornou maior do que nossa capacidade de vivê-lo com equilíbrio. Amar também exige preservar a si mesmo.
Quem ama erra. Quem ama também perdoa — ou aprende que nem todo erro pode ser reparado. Há perdas que não dependem da nossa vontade: acidentes, despedidas, doenças, distâncias. Nessas horas, o amor não desaparece. Ele muda de forma.
Talvez seja esse o maior equívoco que cometemos: acreditar que um novo amor apaga o anterior.
Não apaga.
Cada pessoa ocupa um lugar que ninguém mais ocupa.
Uns permanecem na rotina. Outros vivem apenas na memória. Alguns continuam nos ensinando mesmo depois de partirem.
O coração não é uma sala onde um sentimento precisa sair para que outro entre.
Ele é uma casa que aprende a criar novos cômodos.
Hoje não penso mais no amor como uma disputa entre quem veio antes e quem chegou depois.
Penso nele como uma coleção de encontros que ajudaram a construir quem sou.
Não deixei de amar.
Aprendi que alguns amores permanecem.
Cada um em seu lugar.

5 comentários:
Lindo, lindo, lindo...
"Aqui, em poucas linhas me exponho, ou revelo o que sei do amor, como eu vivo com o amor."
Adorei
Pronto!
Já estou sentado em teu divã!
Adorei!
Muito confortavel tudo por aqui, sem contar das doces palavras.
bjos
Jisohde G. Posser - 120326 18.30
Lindo demais.
Lindo demais.
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