26/09/2012

Quando eu fui para Nárnia



Não faz muito tempo que li As Crônicas de Nárnia. Devolvi o livro ao seu dono nesta semana e me lembrei do quanto foi emocionante participar da magnífica aventura que essa obra me proporcionou.

Uma história rica em ação, aventura, drama e amor... Como se os personagens, aquelas crianças, pudessem receber uma demonstração do começo de tudo. Ou até mesmo conhecer um outro mundo, paralelo ao nosso, ou talvez uma representação de tempos antigos, para compreender que já existiram outras tentativas de construir um mundo de paz, criado pelo amor, com amor e por amor.

Para os céticos, são apenas histórias de ficção. Para os religiosos, talvez possa haver interpretações diferentes — quem sabe até alguma discordância. Mas para alguém mais espiritualista (ou sentimentalista), Nárnia pode ser vista como um mundo paralelo, uma representação simbólica de questões presentes na nossa própria história.

Não que seja uma realidade, mas uma pequena demonstração de um mundo baseado em elementos que dialogam com a nossa própria humanidade e com histórias de criação presentes em nossa cultura. Em Nárnia, o criador é Aslan.

Até mesmo a morte de Nárnia carrega semelhanças com nossas próprias reflexões sobre o fim e o recomeço. Em Nárnia, muitos seres humanos e animais são destruídos pela guerra, uma guerra iniciada por ambição e poder. Uma guerra causada por um macaco que dizia representar algo maior, mas que, na verdade, era movido pelo desejo de controle e por interesses materiais.

É impossível não fazer uma comparação com a forma como nós, seres humanos, muitas vezes destruímos aquilo que deveríamos proteger. Um mundo que antes parecia mais puro e harmonioso vai sendo transformado pelas escolhas daqueles que o habitam.

Em “Nárnia após a morte”, as crianças e todos os seres bons veem o mundo que conheciam se desfazer ao lado de Aslan. Ali existe a ideia de uma passagem para algo maior: um lugar sem sofrimento, sem cansaço e sem tristeza.

Assim como algumas crenças apresentam a morte não como um fim, mas como um despertar para uma existência diferente, Nárnia nos convida a pensar sobre esperança, renovação e sobre aquilo que pode existir além do que conseguimos enxergar.

Nunca li críticas sobre este livro, nem mesmo algo escrito pelo próprio autor explicando o que o inspirou a criar Nárnia. O que escrevo aqui são apenas minhas impressões e sentimentos despertados por essa história.


Amei ♥ 

8 comentários:

Yuri Steffann disse...

Eu sou seriamente apaixonado por narnia e eu viajoo neleee.

Priscila Rodrigues disse...

Eu tbem o/

Depois que eu li as 7 crônicas eu assisti os 3 filmes.. foi muito bom tbem.

Obg pela visita, querido Uli ♥

chica disse...

Muito legal e quem não leu, fica com vontade! beijos,tudo de bom,chica

Priscila Rodrigues disse...

E quem já leu fica com saudades, Chica.. rsrs. Bjs e igualmente :)

Anônimo disse...

Aguçaste-me o apetite...tenho que ler esse livro.

Tetê disse...

Esse é um tipo de livro que não dá para pegar emprestado... eu vou comprar e ler pois fiquei super curiosa com essa sua dica! Bjks Tetê - Livre Pensamento

Everson Russo disse...

É uma louca e intensa viagem essa amiga....beijos e uma bela noite pra ti...

Everson Russo disse...

Um belo final de semana pra ti minha amiga,,,paz, carinho e muita poesia....beijos e flores...