Eu gostava quando você chegava sem avisar, assim, de repente, sem antes me telefonar. Achava tão íntimo, tão atrevido, tão natural. Gostava justamente por ser atrevido e natural. Afinal, foi assim que te conheci: atrevido e natural.
Você não chegou perguntando meu nome, não perguntou se estava tudo bem ou se poderíamos conversar. Foi logo apontando o descosturado da minha blusa e dizendo que a cor marrom não combinava comigo. Eu adorei. Eu também nunca gostei de marrom.
Achei um encanto quando você chamou seus amigos pedindo que trouxessem cervejas, porque tinha conhecido uma “mina” bacana. Eu nunca gostei dessa palavra, mas em você ela ficou curiosamente bonita.
Também não gostei daquele seu amigo de topete ensebado. Para mim, aquilo era coisa de gente que não toma banho direito. Gostei mais do seu cabelo: bagunçado, do seu jeito.
Enfim...
Me despedir de você depois de meia hora de conversa com seus amigos, porque eu já não aguentava mais ouvir sobre futebol e mulheres, foi tão... tão... tão romântico.
Eu realmente não poderia imaginar aquele beijo surpresa acompanhado da frase:
“– Amanhã estarei aqui. Venha às 21h.”
Eu, sem jeito até para dizer um simples “quem mandou me beijar?”, não sabia se deveria repreender você ou a mim mesma por ter me deixado levar por um impulso — ou pela falta dele.
Mas sou obrigada a admitir: aquele beijo enfraqueceu qualquer possibilidade de dizer não naquele momento.
Como foi que começamos a namorar?
Ah, sim... naturalmente.
Lembrei.
Como poderia esquecer o dia em que você disse:
“– Vamos ali comigo.”
E eu, ingenuamente, disse sim.
Acho que sua mãe e eu fizemos a mesma cara de pastel quando você me apresentou a ela como sua namorada. A sorte daquele dia foi que, depois de um copo d’água, conseguimos conversar naturalmente.
Pois é...
Tão natural quanto incongruente, nossa repentina distância nos impossibilitou de cultivar qualquer laço. Talvez estivéssemos presos ao ciclo das idas e voltas repentinas, mas não naturalmente preparados para recomeçar e continuar.
Não me lembro do que não foi bom.
Que bom!

17 comentários:
Lindas recordações de momentos bem vividos e curtidos a dois, beijos,lindo fds!chica
Que tesão...
Um atrevimento gostoso de boas lembranças...beijos amiga e um belo final de semana pra ti.
Há sempre alguém que chega de repente, tão natural, que mais parece que nunca dali saiu, mesmo que seja a primeira vez que se vê!
Ter algo assim na memória Priscila, não tem preço!!
Bom final de semana
Muitos beijos
Sónia
Assim como um fato de sincronicidade, acontece o inevitável encontra. Começa-se a respiração de novos ares. Guardaremos para sempre o início de uma união feliz!
Voltei pra responder:realmente tenho 64 anos.rsr Tô mais pra lá do que pra cá!rs beijos,chica
Oi Pri! Você escreve tão gostoso, prende a gente no texto... Bjks Tetê - Avaliando a Vida: com as novidades desses dias festivos e fotos!
Um belo final de semana pra ti amiga...beijos.
Que bom quando a nossa memória só deixa ficar o que realmente interessa!
Feliz Natal!
um anjo
Que bom que hajam belas recordações. Nem sempre a vida nos permite tudo o que sonhamos, mas ficam as lembranças boas, sempre muito bem guardadas.
Hoje passei para te desejar umas festas bem felizes!
Beijos e beijos
Sónia
Oláá! Tudo bem com vocÊ?
Estou seguindo vc!!!
Sempre muito boas suas postagens!
Adoro passar por aqui!
Seu blog é sempre repleto de assuntos interessantes
que instigam minha curiosidade!
Parabéns pelo que escreve, adoro seu cantinho!
Um grande beijo e um ótimo fim de semana!
se cuide
;**
Que o Natal seja de muita paz e felicidade e um momento de reflexão pra você e toda a sua família,,,beijos e flores de Feliz Natal.
Oi Priscila, passando para te desejar um ano novo de muita paz e saúde, pleno de realizações. Feliz 2013!!!
Vim rapidinho antes de fechar os comentários!!1 Desejo tudo de bom pra ti SEMPRE!!! beijos,obrigado pelo carinho,chica e teu link está na minha lista READER.Assim, sempre que entrar novidade, vejo! beijos,chica
thx
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thank you
سعودي اوتو
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