14/01/2013

Cartas Guardadas lll

Cartas que foram escritas há muito
  tempo, no intuito de serem entregues
  e receber respostas. 
As próximas cartas revelarão
 segredos e sentimentos
 que não chegaram ao seu destino.



Breno, 
Não sei verbalizar sentimentos. Olhos nos olhos me deixa acanhada, limitando as palavras que deveriam ser ditas.
Então escrevo...

Esta é a terceira tentativa de lhe entregar uma carta. Se for do seu interesse, depois de ler esta, também posso lhe entregar as outras.

Depois de muito pensar, cheguei à conclusão de que não posso mais guardar esse sentimento somente para mim. Estou me confessando, me declarando... seja como for, preciso dizer que gosto de você.

Esse sentimento está ficando mais forte a cada dia e já não consigo mais suportar ficar calada.

Hoje conversei com minha prima, que também é minha melhor amiga. Perguntei se ela havia percebido algum interesse seu por ela e se ela mesma sentia algo. Ela disse que não, que tudo não passava de uma história inventada pela molecada.

Enfim...

Eu não aguento mais pensar em como dizer isso e muito menos continuar rasgando papéis e recomeçando cartas.

Talvez você não esteja entendendo nada, mas a verdade é simples: eu gosto de você e não sei como falar, muito menos como demonstrar.

Tudo está estranho. Sinto que estou diferente. Não paro de pensar em você. Sinto ciúmes das amigas da sua irmã e aquela saudade que antes parecia apenas uma sensação agora realmente dói.

Tenho medo. Meu coração acelera quando vejo você, minha voz desaparece e, de repente, fico sem assunto.

Acho que ultrapassei meus próprios limites tentando suportar tudo em silêncio. Está me fazendo mal ficar parada quando eu poderia simplesmente dizer:

Eu gosto de você.

E gosto muito.

Quando mencionei seu sumiço naquele último dia em que nos vimos, você disse que eu estava diferente e que, por isso, não me chamava mais em casa.

Percebe como as coisas ao meu redor estão estranhas?

Eu peço desculpas. Como disse, estou mudando. Até meus pais perceberam que estou diferente, mais distraída e até mais rude.

Talvez seja porque tenho tantas coisas para dizer e não consigo.

Mas agora está dito.

Espero que compreenda essa mudança estranha e repentina.

Eu ainda quero dizer tudo isso e muitas outras coisas pessoalmente, mas primeiro leia esta carta. Depois penso no que fazer.

Termino deixando um beijo e um abraço, sem esquecer do perfume.

Esse perfume que ficava maravilhoso misturado ao seu quando nos abraçávamos.

Com amor...

Priscila R. ♥

As outras cartas podem ser lidas AQUI.

Um comentário:

Anônimo disse...

Exactamente, lindona sou eu mesmo!
Também senti imensas saudades tuas e não imaginas as horas que passei na internet a procurar-te...
Beijinho doce!