11/05/2012

O Amor que o tempo não levou

Eu amei mais do que constitui o amor.

Fiz da minha juventude um saltério de conquistas
Recusei outros amores, traí outras bocas
Cedi meus decotes, vesti-me de santa
Desfiz mentiras, abandonei minhas manias

Gritei aos quatro ventos o que sentia
Briguei por espaço, enganei o cansaço
Moldei-me às suas exigências
Esperei por ocasiões, domei minha vontade

Fiz juras, preces e promessas
Supliquei a todos os anjos e arcanjos
Envergonhei meu ego, deixei-me de lado
Ousei até a última centelha de esperança

Por nada...

Só por lembranças.



4 comentários:

Sónia Micaelo disse...

E tudo isso, não é por nada, não!
É de tudo isso que a vida é feita...

Beijo meu
Sónia



(O meu blog entrou em pausa, mas continuo a repousar no seu divã de tempos a tempos)

Lynce disse...

Lindooooo...

Bruno Gaspari disse...

O amor e seus agridoces sacrifícios.
Adorei esse blog também!

Beijão;)

Otavio Bütiner disse...

Nada como nos reencontrarmos com nós mesmos.

Abço
Büti