Eu amei mais do que constitui o amor.
Fiz da minha juventude um saltério de conquistas
Recusei outros amores, traí outras bocas
Cedi meus decotes, vesti-me de santa
Desfiz mentiras, abandonei minhas manias
Gritei aos quatro ventos o que sentia
Briguei por espaço, enganei o cansaço
Moldei-me às suas exigências
Esperei por ocasiões, domei minha vontade
Fiz juras, preces e promessas
Supliquei a todos os anjos e arcanjos
Envergonhei meu ego, deixei-me de lado
Ousei até a última centelha de esperança
Por nada...
Só por lembranças.

4 comentários:
E tudo isso, não é por nada, não!
É de tudo isso que a vida é feita...
Beijo meu
Sónia
(O meu blog entrou em pausa, mas continuo a repousar no seu divã de tempos a tempos)
Lindooooo...
O amor e seus agridoces sacrifícios.
Adorei esse blog também!
Beijão;)
Nada como nos reencontrarmos com nós mesmos.
Abço
Büti
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