A chuva escorre fria, lenta, pela vidraça,
Aumentando a vontade de invadir teu espaço,
E atender à fome ferina por teu abraço,
Que na procura por teu beijo me enlaça.
Onde a paixão em névoa me alaga,
Há um pulso urgente, um sinal discreto,
Um mapa secreto de um desejo inquieto,
Que nenhuma distância cruel apaga.
Quando a frequência exata da tua fala,
Segredo escrito em tom quase um gemido
E sopra o meu nome junto ao meu ouvido,
Num murmúrio suspenso que me desarma.
Procura-me, peça-me, vence essa distância,
Vem satisfazer o que a pele carece e suplica,
No enigma febril por teu toque que me explica
E sacia os desejos do meu corpo em ânsia.
♥♥♥
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